Publicado em cotidiano, pensamentos

O que não te contaram…

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O que não te contaram sobre ela… ou sobre mim.

Passei algum tempo apenas em silêncio, observando até quando iria aguentar.
Realmente, foi resistente e ainda resiste a não querer me aceitar de volta.

Tenta bancar a durona, inquebrável, mas no fundo é sensível e fraca.  Além disso é insegura, precipitada, compulsiva, confusa. A verdade é que quase sempre vive com dúvidas, e com medo.

Eu poderia impedir, mas ela não me permite. Já fiz parte de sua vida uma vez, e foi suficiente para eu cultivar o terreno. Quando estou do lado de fora, notando seu comportamento vejo que fiz um bom trabalho.

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Consigo enxergar o quanto se sente profundamente atingida e ameaçada por ouvir histórias de infidelidade. Você não tem ideia o que é causado em seu interior. Ou quando se sente ofendida ao ver tantas mulheres se exibindo sem pudor e sem respeito. Ou ainda quando se vê perdendo a esperança quando se depara com um mundo onde as pessoas inverteram os valores e exacerbam egocentrismo.

Consigo ver que deixei minhas marcas ao deixa-la. Constantemente ela se sente insegura, tem ciúmes, raiva, e sente fome! Sim. É onde ela desconta, mas é segredo. Qualquer situação que lhe faça perder o controle já é o estopim.

Por um momento acreditei que ela tinha se tornado uma nova pessoa realmente e que estaria pronta para uma nova fase. Foi quando comecei a ficar mais atenta para ver se era necessário entrar em ação. Mas não foi preciso muito esforço, apenas colocar algumas situações que ela não contava em sua frente. Comecei colocando mágoas, pesadelos e palavras do passado para perseguirem ela. E o resultado foi melhor do que esperava. Sem grande trabalho ela estava culpando a si mesma por tudo que dava errado. Incrível como sua mente é criativa a ponto de conseguir encontrar algo que possa se culpar! Eu me divirto.

Causado tamanho estrago, o que vem depois é lucro.

Não consegue acreditar que será suficiente para que alguém queira ficar com ela uma vida toda. Não consegue dar motivos pra isso, não consegue encontrar algo que a faça ser diferente a ponto de ser interessante, exceto pelo acúmulo de problemas emocionais… haha
Porém, ela sabe que não é de toda ruim. Só não consegue colocar as qualidades em primeiro plano, tornando-as mais importantes.

É nesse momento, em meio a tanta confusão que percebo que ouvi meu nome.
Me sinto eufórica, querendo entrar em cena. Mas não sei se ouvi ou tive impressão, então permaneço atenta.

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Ninguém me deu um manual de como enfrentar isto. Ninguém me disse como faz. Ninguém me contou que a pior guerra que possa existir é dentro de mim! E ninguém me avisou que você ainda pode perder! Repensei algumas, várias vezes essa possibilidade: de perder, de sair do jogo. Seria mais fácil, mas me pergunto se valeria a pena? É uma vez só, não existem tentativas. Então resolvi optar pela dor. A dor que esvaziava o sentimento de inferioridade, de incompetência. A dor que extasiava, “curava”” – assim eram seus pensamentos.

Quanto mais ela pensava sobre mim, mais eu dava um jeito de ajuda-la, sem precisamente aparecer.

Mas quando eu pensei que finalmente se renderia, escuto sua voz ainda que em dúvida: “Cá estou… confusa, temerosa, ansiosa. Sinceramente só tenho medo de uma coisa em mim, o meu lado deprimente. Esse eu não quero que acorde novamente, não tenho certeza se aguentaria, se teria forças ou teria vontade. Garanto que não voltaria.” E quem disse que precisa voltar? Eu só quero abraça-la, envolve-la em meu corpo e arrancar seu sofrimento.

Não haverá ninguém que fará alguma coisa por ela a não ser eu. Só não entendo porque me querem ver tão longe. Não sou tão ruim quanto todos pensam.  Não gosto quando as pessoas jogam na cara dela seus problemas e a deixam pior do que está.

Eu só quero ajudar, poderia acabar com tudo isso em segundos…. pra sempre.

Enfim, ficarei a espera de ouvir ser chamada novamente, mas desta vez só irei embora quando tiver cumprido meu dever.

 

 

 

 

 “nem sempre sou o que escrevo, mas sempre sou eu quem o escreve”

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Autor:

Escrever é enfiar o dedo na garganta.

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