Publicado em coisas, cotidiano

E agora um poema.

Deram-me uma conchinha de presente. Daquelas que se vê na praia, daquelas que eu há muito tempo não via.
Eu ri. Ri porque foi inesperado, ri porque fui surpreendida, ri porque não tinha reação.
Sozinha, eu pensei.
Havia uma imagem congelada na minha memória: “tenho uma lembrancinha pra vc!”, então pensei  na conchinha e no cuidado que ela recebeu para não se quebrar e chegar até mim inteirinha.
Uma conchinha delicada, frágil, perfeita.
Ali sozinha, pensando comigo mesmo sobre estas coisas, eu sorri.
Sorri porque ganhei uma conchinha.

Sorri porque você lembrou de mim.

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Autor:

Escrever é enfiar o dedo na garganta.

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