Publicado em coisas, cotidiano, pensamentos

chorei #1

O aperto no peito foi tão grande que espremeu pelos olhos
as lágrimas que há tempos não escorriam pelo meu rosto.
Sinto a garganta seca, o rosto molhado e
uma necessidade de ser abraçada.
Não precisa dizer nada, apenas estar.

Continua…

 

 

trilha do post: Goner – Twenty One Pilots

 

 

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.peraí.

.peraí. vou ali tirar uma foto na frente do espelho pra mostrar o look do dia + lugar que estou indo + mostrar que sou muito feliz. só faço isso porque todo mundo faz mas na verdade minha vida é um cocô.

peraí. vou ali tirar foto da comida não -sei -porquê mas todo faz. a verdade é que essa comida foi cara e paguei no cartão de crédito.

peraí. vou ali tirar uma foto (“sem perceber” que o decote ta evidente) + versículo bíblico feat. frase de auto ajuda. a verdade é que espero ser elogiada pelos ‘atributos ‘ então nem importa se não tem vírgula na legenda.

peraí. vou ali tirar uma foto com os amigos vida-loka pra dizer que Deus ta no comando e que agradeço a Ele. todo mundo faz isso, mas na verdade eu to nem aí pra Deus.

peraí. vou ali tirar foto no banheiro da balada pra mostrar que “é hoje “. é hoje que bebo todas, fico com vários caras, vou pra cama com um, acordo no dia seguinte de ressaca e totalmente arrependida pelo que fiz. mas todo mundo faz, ne?!

peraí. vou ali fazer de conta que sou outra pessoa ,afinal, todos fazem isso. a verdade é que nem sei mais quem eu sou.

peraí! vou ali pensar.

NÃO É PORQUE A MAIORIA ESTÁ FAZENDO QUE SEJA CERTO.
A MAIORIA, NÃO É UM BOM EXEMPLO.

trilha do post: Stupid Girls – P!nk
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</3

Esta será minha última vez. Última vez escrevendo como alguém que amou demais.

Amou demais as palavras bonitas, os abraços apertados, os sorrisos e cócegas. Alguém que amou demais os carinhosos tapas na perna e beliscões, mas que também amou demais sentir aquela mão desenhando meu corpo. Amou demais as promessas, as saudades, as conversas, a maneira de ser tratada.

Amou demais, acreditou demais, se entregou demais. Amou sem medida alguém que mediu o amor.

Mesmo sem concordar, tentando refutar contra tudo isso, fui até onde era possível ir por mim mesma, mas minhas forças se esgotaram. Para que pudesse continuar, seria necessário tê-lo ao meu lado, no entanto, ele desistiu no meio do caminho.

Sinto-me como… nem sequer encontrei palavra que defina neste momento.

E hoje, experimento o sabor de um amor interrompido, renunciado, vejo meu coração apertar de tal maneira a escorrer pelos olhos.

Restando-me apenas uma opção, no dia de hoje preciso escolher encerrar este capítulo e virar a página. Desejaria finalizá-lo com reticências seguidas de um “continua”, contudo é preciso virar uma página em branco, pronta para ter uma nova história a ser escrita.

Esta foi a última vez que alguém escreveu amando demais.

by Ana Tavarez
Publicado em coisas, cotidiano

E agora um poema.

Deram-me uma conchinha de presente. Daquelas que se vê na praia, daquelas que eu há muito tempo não via.
Eu ri. Ri porque foi inesperado, ri porque fui surpreendida, ri porque não tinha reação.
Sozinha, eu pensei.
Havia uma imagem congelada na minha memória: “tenho uma lembrancinha pra vc!”, então pensei  na conchinha e no cuidado que ela recebeu para não se quebrar e chegar até mim inteirinha.
Uma conchinha delicada, frágil, perfeita.
Ali sozinha, pensando comigo mesmo sobre estas coisas, eu sorri.
Sorri porque ganhei uma conchinha.

Sorri porque você lembrou de mim.

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É a vida…assim vai sendo.

“Às vezes a gente fica esperando a hora certa para dizer certas coisas, mas essa hora não vem. Vez ou outra ela passa e a gente nem sente. É importante fechar ciclos e abrir mão do passado. É importante seguir em frente. É importante saber a hora certa de parar. A hora de mudar de marcha. A hora certa de dar o pontapé inicial. De ouvir o apito final. É importante esperar a hora certa para dizer certas coisas.

Vivemos como se soubéssemos o que é viver, como se por intuição, tivéssemos todas as cartas na manga. Nos apegamos ao passado, ao que não aconteceu, ao que deveria ou podia ter acontecido. Fazemos de tudo para enfrentar hoje, a coragem que nos faltou ou sobrou ontem. É preciso coragem para abrir mão do passado. Pra seguir em frente.

Confundo hábito, com necessidade. Não necessito, de fato, de tudo aquilo que me rodeia. Metade das minhas necessidades foi inventada para tapar buracos. Buracos que eu mesmo cavei. Buracos que ficaram de guerras, ciclos que eu não soube ou não quis fechar. É importante saber a hora certa de mudar de marcha.

Menos da metade das coisas que penso ou sonho a noite, serão possíveis ou ainda desejadas amanhã, quando o sol acordar. É que quando as estrelas se acendem, eu fico mais eu. Quando elas se apagam, minhas verdades se escondem. Às vezes fico esperando a hora certa para dizer certas coisas, mas essa hora não vem. Ou a vontade se vai.

Vivo como se soubesse o que é viver. Tentando entender os beijos, tapas e abraços que a vida me dá. Vivo como se soubesse o que é amar. Tentando entender os amores não correspondidos, as rejeições e a ilusão do final feliz. Vivo como se fosse pra sempre.

road
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Qual a sua mentira ? Wich is your lie?


Qual sua mentira adiada?
Triste quem vive se justificando e não assume o que aconteceu.
Não é que eu fui corneado, nossa relação era aberta.
Não é que eu tropecei, estava dançando.
Não é que eu roubei, peguei emprestado.
Não é que eu broxei, quis dar mais tempo para o sexo.
Não é que eu esqueci, preparava uma surpresa.
Não é que eu menti, realmente não sabia a verdade.
Não é que eu recebi um fora, forcei para que ela terminasse.
Não é que fui grosseiro, era brincadeira.
Não é que fui orgulhoso, não posso ceder com facilidade.

Desculpas furadas esvaziam amizades e amores. A culpa não é boa conselheira, sempre buscar fraudar o cotidiano, adulterar os fatos.
Todos percebem quando exageramos, recusamos as evidências, fugimos da realidade, desprezamos os nossos erros, falhas e fatalidades.
Ser responsável não é ser careta, é bancar o que somos para o bem e para o mal.
Uma grande vida falsa nunca será maior do que uma pequena vida de verdade.

Which is your postponed lie?

Sadly those who live and assumes no justifying what happened.
Not that I’ve been cuckolded, our relationship was open.
Not that I stumbled, was dancing.
Not that I stole, borrowed.
Not that I wasn’t trying to get right on, I wanted to give some time out of sex
Not that I forgot, preparing a surprise.
Not that I lied, did not really know the truth.
Not that I got one off, so I forced her to finish.
Not that I was rude, it was a joke.
Not that I was proud, I can not give in easily.

Apologies pierced empty friendships and loves. Guilt is not a good counselor, always seek the everyday defraud, misrepresent the facts.
All realize exaggerate when we refuse the evidence, flee from reality, despise our mistakes, failures and fatalities.
Being responsible is not being grimace, is what we play for good and for evil.
A great fake life will never be more than a little real life.

Fabrício Carpinejar

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A grande decepção…

 

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Sei que alguns, senão a maioria , ficarão desapontado comigo.

Comunico que estou abandonando. Na verdade, fazer uso desta palavra soa um tanto quanto forte demais para uma coisa que talvez não seja tudo isso. Quero dizer é que, infelizmente, depois de algum tempo buscando e questionando, não faz mais sentido.

A única coisa que pedi era um sinal, algo que seria muito fácil para alguém tão soberano, e no momento em que mais busquei dei de cara na porta. Ainda insisti, persisti, abri mão do que me era mais valioso naquele momento, segui Suas instruções e esperei com impaciência. Mesmo assim, parecia estar falando sozinha. Por um momento senti, o que muita gente já sentiu: Deus é alguém que só pode estar de brincadeira conosco. Ansiava apenas por um consolo e uma virada de jogo, o que não Lhe custaria NADA. Por fim, a pior sensação que tive, pode ser comparada quando se tira doce de uma criança.

Não estou negando Sua existência, até porque, mesmo se quisesse não conseguiria. Mas cheguei num ponto que já muitos chegarem: de ser ignorada, e ter a impressão de estar fazendo papel de boneco. Mesmo assim, tentei perseverar, e busquei mais um pouco, tentei ser mais forte que minha razão.

Todas as minhas expectativas, esperanças, forças, esvaíram-se. É como se, numa maratona, o atleta parasse de correr, mas continuasse caminhando, e fosse atropelado por todos sendo deixado pra trás.

Não tenho poder de concluir nada, mesmo porque, tenho observado tantas vidas, tantos pensamentos e posicionamentos diferentes que a única conclusão que tenho é que nada é absoluto, está tudo em constante mudança, inclusive nós. E, mais uma vez dispenso uso de palavras como : nunca, e, pra sempre. Portanto, isto não é algo definitivo, e não desejo que seja. Ainda gostaria de experimentar algo novo, talvez ainda me reste uma faísca de esperança.

Finalizo então, apenas dizendo que, neste momento da minha vida, em que nada mais faz sentido, eu abandonei. Abandonei o inexplicável, o indiscutível, inexorável.